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quarta-feira, 4 de junho de 2014

MP-PB vai acompanhar caso de agressão a paciente em hospital

'Hospital não pode negar atendimento por falta de documento', diz promotora. Hospital vai abrir nova sindicância pra investigar o caso. 


O caso do paciente agredido por seguranças no Hospital de Trauma de Campina Grande será acompanhado pelo Ministério Público, de acordo com a promotora da saúde na cidade, Adriana Amorim. Segundo ela, o hospital não pode negar atendimento em caso do paciente estar sem documentos. “A identificação de usuários do SUS deve ser feita, mas em casos em que não há essa possibilidade, como emergência ou urgência, essa exigência não é cabida, uma vez que o importante no momento é salvar a vida do paciente”, esclarece.

Câmeras de segurança flagraram a agressão, que se estendeu a dois acompanhantes do paciente, que procurou a unidade sentindo dores na coluna. De acordo a vítima, ele estava sem documentos e, por isso, o atendimento foi negado. As imagens mostram o homem sendo arrancado da cadeira de rodas onde esperava atendimento e arrastado pelo chão para fora do hospital. Ainda é possível ver que os dois homens que o acompanhavam também foram agredidos e retirados do local. Veja o vídeo das agressões.

Para a promotora, primeiramente “se verifica a falta de respeito à dignidade humana e a falta de humanização no serviço de saúde, que deveria ser um princípio a ser observado de imediato”. Ela destaca que o tratamento correto deve começar na recepção da unidade, considerando que “ali começa o atendimento e ali mesmo deve haver o tratamento humanizado”.

O diretor do hospital, Geraldo Medeiros, condenou a reação dos seguranças no casos, mas argumenta que os pacientes estavam agressivos. “Essas pessoas chegaram visivelmente alteradas, com suspeitas inclusive de utilização de drogas, e já tinham agredido outras pessoas em outros hospitais da cidade e se dirigiram às atendentes dizendo impropérios”, diz. Segundo ele, “em um setor que a câmera não atinge, eles agrediram o segurança”. No entanto, ele avalia que “nada disso justifica esse tipo de atitude”. Um dos jovens, no entanto, garante: “não tínhamos bebido, não tínhamos usado drogas”.

Outros registros

Em outra ocorrência registrada nos últimos dias, um jovem deu queixa de três policiais militares que prestam serviço no mesmo hospital. Ele conta que foi agredido depois de pedir uma cadeira de rodas para a avó, que aguardava atendimento. “Batiam e falavam palavrão, mandado se calar, falando que quando eu chegasse na Central [de Polícia], eu ia apanhar mais”, disse. Segundo a irmã dele, a vítima tem problemas de dicção. “A revolta dele é com a falta de atenção com minha avó”, justifica.

Além desses casos, outras imagens mostraram um paciente que, depois de receber atendimento no chão da ala de emergência, é puxado pela roupa e um médico cirurgião brincando em uma cadeira giratória em horário de expediente. O diretor do hospital disse já ter conhecimento de todos os casos.

Três seguranças que atuavam no Hospital de Trauma foram afastados do cargo e dois suspensos. O médico que aparece nas imagens recebeu uma advertência, mas já voltou a atender. Os funcionários que aparecem nas imagens arrastando o paciente durante o atendimento ainda vão ser ouvidos pela direção, que vai instaurar uma nova sindicância pra investigar o caso.

Fonte: G1 PB

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segunda-feira, 10 de março de 2014

Criança morre de meningite bacteriana na Paraíba, diz hospital

Criança deu entrada em hospital com queixas de otite e sinusite. Diagnóstico foi dado após alta de leucócitos e rigidez da nuca.


Um menino de seis anos morreu de meningite bacteriana no sábado (8), em João Pessoa, após dar entrada no Hospital João Paulo II, no Centro da capital, com queixas de sinusite e otite. Ele chegou a sofrer quatro paradas cardíacas e convulsões e não pôde ser transferido para o Hospital Universitário, referência no tratamento da doença, de acordo com Ana Cristina Lira, coordenadora médica do hospital.

“De acordo com a mãe, ele se queixava de dores há 24 horas e vômito, mas não tinha febre nem dor na nuca, rigidez, secreção ou tosse”, explicou a coordenadora. Ela ainda afirmou que três médicas acompanharam o menino e os primeiros sinais de problemas mais sérios apareceram quando o resultado do exame de sangue acusou uma taxa elevada de leucócitos.

“Os leucócitos dele estavam em 18 mil. O normal é entre 5 e 10 mil. A médica responsável então pediu a internação e iniciou o tratamento com antibióticos porque quando os leucócitos estão em baixa, o problema é viral. Se estiveram em alta, é bacteriano”, explicou Ana Cristina.

Menos de seis horas depois da entrada da criança no hospital, o quadro evoluiu e piorou e o menino começou a apresentar rigidez na nuca. “Assim que a suspeita de meningite se apresentou, nós entramos em contato com o Hospital Universitário e conseguimos uma vaga. Pedimos ambulâncias para a transferência, mas ele sofreu quatro paradas cardíacas em um espaço de tempo muito pequeno. Mesmo após ele ter sido entubado, não estava com o quadro estável para ser removido”, afirmou a coordenadora médica do hospital.

A infectologista Helena Germóglio, da comissão de infecção hospitalar do Hospital João Paulo II, disse que o diagnóstico inicial da meningite é sempre empírico. “Como ele entrou com uma otite e evoluiu de forma grave, apresentando até convulsões, se pensou que podia ser uma meningite secundária a um foco, fechada, que não apresenta contágio. Infecções como otite, sinusite e mastoidite podem levar à meningite”, explicou a médica.

Ainda de acordo com Helena Germóglio, o hospital tomou as medidas profiláticas para evitar infecções, mesmo a meningite apresentada pela criança não sendo do tipo contagioso. “O diagnóstico pós morte apresentou meningite bacteriana como causa do óbito porque as meninges estavam contornadas de pus”, informou a infectologista.

“A profilaxia deve ser feita em quem teve contato íntimo e direto com o paciente infectado ou com alguma secreção. A profilaxia não é aplicada em todos os tipos de meningite nem em todas as pessoas no mesmo local onde o paciente está, mas nós optamos por esse método para tranquilizar os pais e os demais pacientes”, explicou Helena Germóglio.

O corpo do menino já foi liberado para a família.

Fonte: G1 PB

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sexta-feira, 7 de março de 2014

Prefeitura entra com ação no TJ-PB contra greve em Campina Grande

Procuradoria Geral do Município diz que não existem razões para greve. Paralisação dos servidores da saúde teve início na quinta-feira (6).


A Procuradoria Geral do Município de Campina Grande ingressou na quinta-feira (6) com uma ação junto ao Tribunal de Justiça da Paraíba para desconstituir a greve iniciada na quinta-feira pelos servidores da Secretaria de Saúde do município. A informação foi divulgada na manhã desta sexta-feira (7). A direção do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste da Borborema (Sintab) informou que a prefeitura foi comunicada da paralisação e que a principal reivindicação não está sendo atendida.

"Estivemos no dia 28 de fevereiro nas secretarias de saúde e administração e no gabinete do prefeito. Apenas na administração fomos recebidos e entregamos o ofício de greve e isso está documentado. Sou integrante da comissão de elaboração do Plano de Cargo, Carreira e Remuneração (PCCR) e há cinco meses não há uma reunião. Já tentamos falar com o prefeito, que marcou uma data para conversar conosco em 18 de outubro, e até hoje esperamos", explicou a secretária geral do Sintab, Mônica Cristina.

O sindicato marcou a próxima reunião da diretoria para indicativo sobre as próximas ações na segunda-feira (10), às 16h, na sede do Sintab.

De acordo com o procurador geral de Campina Grande, José Fernandes Mariz, não existem razões justificáveis para o movimento grevista. "O Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste da Borborema (Sintab) diz que a greve é por conta do PCCR, mas já existe este plano, que está sendo melhorado para garantir mais direitos aos trabalhadores da saúde", explica Mariz.

O procurador geral comenta que o objetivo da ação é garantir o funcionamento dos serviços afetados pela greve. “O que nós vamos assegurar é o direito das famílias campinenses de terem acesso aos serviços de saúde”, disse José Fernandes Mariz.

A greve teve início na manhã de quinta-feira e segundo o Sintab, a paralisação é por tempo indeterminado, afetando principalmente os serviços da atenção básica. De acordo com o presidente do sindicato, Napoleão Maracajá, a principal reivindicação da categoria é a implantação do PCCR dos servidores. “O plano foi aprovado em dezembro de 2011 e após mais de dois anos cobrando da prefeitura, ainda não foi implantado”, explicou Napoleão.

A secretária de saúde do município, Lúcia Derks, informou que a questão da implantação do PCCR depende de uma decisão judicial, uma vez que o plano que foi aprovado possui alguns trechos que estão em desacordo com a lei, e explicou que uma comissão foi montada para regularizar o PCCR. “Avançamos em alguns pontos, como na regulamentação de leis, dentre elas a da Gratificação de Incentivo ao Trabalho (GIT), além da compra, através de licitação, dos equipamentos de segurança individuais solicitados pelos agentes de saúde”, citou a secretária.

Fonte: G1 PB

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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

HU da UFPB firma parceria com empresa de serviços hospitalares

Parceria pretende implantar plano de reestruturação. Empresa quer reativar leitos desativados por falta de pessoal.


A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) anunciou, por meio da assessoria de imprensa, que assinou uma parceria na administração do Hospital Universitário Lauro Wanderley, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), localizado no campus de João Pessoa. Segundo a Ebserh, a partir da assinatura será iniciada a implantação de um plano de reestruturação das unidades hospitalares, ação executada de forma conjunta entre a universidade e a empresa.

O plano prevê a adoção de medidas para a recuperação da infraestrutura física e tecnológica, assim como a recomposição do quadro de pessoal, um dos principais desafios da rede. A Ebserh já adiantou que, se for identificada a necessidade de contratação de profissionais, serão realizados concursos públicos. Um dos principais objetivos é a reativação de leitos que atualmente se encontram desativados em decorrência da falta de pessoal.

"Nós entendemos que, a cada hospital que faz esse contrato conosco, nós fortalecemos a decisão que o país tomou na direção de fazer com que os hospitais universitários sejam hospitais de referência tanto para a assistência 100% pelo SUS quanto para a formação dos profissionais de saúde que o país necessita", apontou o presidente da Ebserh, José Rubens Rebelatto.

Os hospitais universitários administrados a partir da parceria com a empresa continuam subordinados academicamente às universidades, e a prestação de serviços de assistência à saúde permanece integralmente no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Além do HU da UFPB, outras duas universidades federais assinaram parceria com a Ebserh: o Hospital das Clínicas, vinculados à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o Hospital Universitário de Santa Maria, ligado à Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A Ebserh é uma empresa pública vinculada ao Ministério da Educação criada em 2011 com a finalidade de modernizar a gestão dos hospitais universitários federais. Desde a sua criação, a empresa coordena o Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), criado em 2010.

Fonte: G1 PB

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domingo, 15 de setembro de 2013

Paraíba é o 7º estado mais procurado em 2ª etapa do ‘Mais Médicos’, diz Ministério da Saúde


Municípios da  Paraíba podem ter 26 novos profissionais atuando por meio do ‘Mais Médicos’. Eles fazem parte dos 400 formados em instituições do Brasil que homologaram a inscrição na segunda etapa do programa do governo federal. Segundo dados do Ministério da Saúde, a Paraíba foi o sétimo estado mais procurado por médicos na fase que foi concluída na sexta-feira (13).
 
De acordo com o Ministério da Saúde, inicialmente 1.414 pessoas se inscreveram para a segunda etapa do ‘Mais Médicos’, mas apenas 400, ou 28,3% do total, confirmaram a participação. Os 26 profissionais que se inscreveram para a Paraíba optaram pelas seguintes cidades: Cabedelo (5), Esperança (2), Santa Rita (8), Araruna (1), Boqueirão (1), Conceição (1), Itatuba (1), Pedras de Fogo (1), Pilar (1), Pilões (1), Pocinhos (1), Puxinanã (1), São Francisco (1) e São José de Piranhas (1).

A quantidade de médicos que confirmaram a inscrição para cidades paraibanas é menor apenas do a quantidade de profissionais que escolheram Goiás (48), Ceará (42), Bahia (35), Pernambuco (33), Minas Gerais (32) e São Paulo (27). Se for vista apenas a região Nordeste, a Paraíba aparece na quarta colocação. A confirmação por parte desse grupo de 400 brasileiros não significa necessariamente que eles irão de fato trabalhar nas cidades para as quais foram designados, já que podem haver desistências.

No sábado (14), treze médicos estrangeiros chegaram a Paraíba. Eles vão atuar pelo ‘Mais Médicos’ nas cidades de Água Branca, Areia,  Baía da Traição, Cacimba de Dentro, Aguiar, Baraúna, Damião, Gado Bravo, Pedra Lavrada, Picuí, Santana de Mangueira, Serra Grande e Taperoá. O trabalho deles será restrito ao atendimento nas unidades do Programa de Saúde da Família (PSF).

 No começo de setembro profissionais formados no Brasil começaram a atuar em 26 cidades do estado. Na primeira fase a cidade que recebeu mais médicos foi a capital João Pessoa, com 20.

Fonte: G1 PB

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terça-feira, 27 de agosto de 2013

Ambulâncias voltam a ficar paradas na PB por conta de macas retidas

Hospital afirmou que nenhuma maca ficou retida por mais de 30 minutos. TV Cabo Branco flagrou três ambulâncias paradas na manhã desta terça.


O problema das macas retiras no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa foi flagrado novamente na manhã desta terça-feira (27). O problema já havia acontecido nos dias 1 e 9 de agosto, quando o Trauma se defendeu afirmando que as macas passam um tempo maior na unidade porque o Samu encaminha pacientes que não são do perfil do Hospital e que, por isso, passam pelo atendimento nas próprias macas das ambulâncias.

O Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa informou que nenhuma maca ficou retida por mais de 30 minutos, tempo suficiente apenas para os primeiros atendimentos aos feridos.

O flagrante foi feito por uma equipe da TV Cabo Branco, por volta das 11h. Foram vistas três ambulâncias paradas no pátio da unidade hospitalar por causa das macas que estavam retidas no interior do Trauma. Uma empresário que preferiu não se identificar, estava no local acompanhando um paciente e afirmou que mais cedo a situação era ainda pior.

“Seis ambulâncias do Samu e uma da Polícia Rodoviária Federal estavam esperando a maca ser liberada. Um senhor em estado grave teve que ser carregado nos braços para ser atendido”, contou o empresário.

Joseane Paiva, técnica de enfermagem também precisou dos serviços do hospital e denunciou as falhas presenciadas por ela. “Estava lotado, muita gente pre ser atendida e não tinha cadeira nem para os pacientes que chegavam. Vi uma criança e um senhor tendo que serem carregados nos braços por causa da falta de macas ou cadeiras”, disse.

Problema antigo

Socorristas e condutores do Samu registraram a retenção de macas das ambulâncias pelo Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa no dia 9 de agosto. Segundo o Samu, pelo menos quatro ambulâncias ficaram paradas por cerca de uma hora, impedidas de realizar novos atendimentos.

Segundo o Trauma, havia sido feito um acordo entre a administração do hospital e o Samu através do Ministério Público da Paraíba para que o perfil dos pacientes fosse levado em consideração na hora da remoção para hospitais da capital, mas que o acordo não está sendo cumprido pelo Samu, prejudicando a devolução rápida das macas.

No dia 1º de agosto, profissionais do Samu foram até a delegacia para registrar um boletim de ocorrência relatando o problema de retenção das macas. Na ocasião, seis ambulâncias ficaram paradas por conta das macas. À época, o diretor do Hospital de Emergência e Trauma, Edivan Benevides, negou o problema e criticou a denúncia feita pelo Samu.

Fonte: G1 PB

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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Dois mil servidores da saúde param atendimentos em Campina Grande

Assembleia decidiu interromper trabalhos de 23 categorias. Prefeitura afirma estar negociando com grevistas.


Mais de dois mil servidores da saúde em Campina Grande entraram nesta sexta-feira (2). Em assembleia na manhã de quinta (1º), as 23 classes entre médicos, enfermeiros, odontólogos e agentes municipais de saúde decidiram interromper as atividades reivindicando melhores condições de trabalho e remuneração.

 Segundo a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Saúde, não houve notificação formal da decisão em assembleia. Além de uma reunião na tarde de ontem, outras duas rodas de negociação estão agendadas para esta sexta e para a próxima terça-feira (6) com a secretária municipal de Saúde, Lúcia Derks.

A greve segue por tempo indeterminado enquanto durarem as negociações. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Municipais do Agreste da Borborema (Sintab), houve decisão unânime da categoria pela greve. Os servidores da saúde reivindicam a revogação da gestão pactuada, a normalização das gratificações, o repasse da verba do Programa Nacional de Melhoria do Acesso a Qualidade de Atenção Básica (PEMAQ) e um plano de cargos e carreiras.

A reivindicação de melhorias já havia sido comunicada, segundo o sindicato. “O indicativo de greve já tinha sido decidido em assembleia no último dia 18, mandamos para a prefeitura documento informando isso”, disse a secretária-geral do Sintab, Mônica Cristina.

Ainda de acordo com o presidente do sindicato, Napoleão Maracajá, “enquanto durarem as rodadas de negociação com a secretaria, todos os setores da saúde municipal continuarão paralisados, à exceção das urgências e emergências”. Uma nova assembleia da saúde será agendada na próxima semana.

Fonte: G1 PB

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terça-feira, 30 de julho de 2013

Médicos suspendem atendimentos nesta terça e quarta-feira na Paraíba

Expectativa é de que pelo menos cinco cidades adiram a mobilização. Médicos protestam contra o 'Mais Médicos' e o 'Ato Médico'. 


Os médicos das redes pública e privada devem paralisar o atendimento à população na manhã desta terça (30) e quarta-feira (31) na Paraíba. De acordo com Roberto Moraes, secretário do Conselho Regional de Medicina (CRM), a expectativa é de que pelo menos as cidades de Patos, Sousa, Cajazeiras, no Sertão do estado, Campina Grande, no Agreste, além de João Pessoa adiram ao movimento. Atendimentos ambulatoriais e consultas estão suspensos, apenas os de urgência e emergência devem ser prestados na manhã de hoje. Como na última terça-feira (23), os médicos protestam contra o Programa Mais Médicos, criado para levar esses profissionais ao interior do Brasil, e o Ato Médico, que regulamentou a atuação da categoria

Em Campina Grande, segundo o vice-presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM), Noberto Neto, cerca de 500 médicos e estudantes de medicina devem se reunir às 9h de hoje na sede da Sociedade Médica, às margens do Açude Velho. O objetivo é apoiar a paralisação nacional. Todos os serviços públicos ambulatoriais, procedimentos cirúrgicos eletivos e atendimentos em postos de saúde devem ser interrompidos na cidade nesta terça-feira (30) e quarta-feira (31).

Já em João Pessoa, de acordo com  Roberto Moraes, a princípio é que o atendimento seja suspenso apenas no período da manhã. No entanto, uma assembleia está marcada para as 10h na sede do CRM para decidir se a dinâmica do protesto será alterada. “Caso os profissionais decidam, não está descartada a paralisação da categoria também no período da tarde”, enfatizou.

Os motivos que levam a categoria a protestar são os mesmos da última terça-feira (23) quando houve paralisação durante todo o dia. “Não aceitamos as medidas intransigentes do governo federal que, com demagogia, tenta trazer à população a falsa sensação de que o problema da saúde brasileiro estará resolvido caso os programas sejam postos em prática”, disse Roberto Moraes.

Faltam médicos na Paraíba, diz CRM

O secretário do CRM reconhece que faltam médicos em muitos lugares da Paraíba, mas ressalta que o problema não será resolvido enviando os profissionais para o interior do estado.

“É preciso que os médicos tenham condições de trabalhar. O que um profissional vai fazer no interior da Paraíba se não há uma enfermeira para auxiliá-lo, se não há um hospital com condições de atendimento básico para a população? É necessário que o governo converse com a população e, sem demagogia, mostre a realidade da saúde pública”, afirmou.

Na quarta-feira (31), a recomendação do Conselho Regional de Medicina é que os profissionais também paralisem as atividades apenas no período da manhã. “Na reunião que está prevista para hoje, vamos decidir de que forma a dinâmica com relação ao protesto de amanhã vai acontecer”, pontuou Roberto Moraes.

No CRM, há aproximadamente oito mil médicos registrados, segundo o secretário do órgão. No entanto, apenas cerca de seis mil  exercem a profissão.

Fonte: G1 PB

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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Hospital de Trauma de João Pessoa está superlotado, diz CRM

Inspeção do Conselho Regional de Medicina aconteceu nesta quarta (13). Relatório será enviado para governo do estado e Ministério Público.


Área vermelha que tem capacidade para cinco
pacientes está superlotada, diz CRM
(Foto: Divulgação/CRM )
O Conselho Regional de Medicina (CRM) realizou uma inspeção e comprovou a superlotação no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa na manhã desta quinta-feira (13). A ação aconteceu por conta de denúncias feitas pelo Sindicato dos Médicos da Paraíba (Sindmed) e da Cooperativa dos Ortopedistas.

De acordo com Eurípedes Mendonça, presidente do CRM, na inspeção foi comprovada a situação. “Nós sabemos que não é responsabilidade só do hospital. No entanto, a situação é grave e precisa de solução. Na área vermelha, onde ficam os pacientes mais críticos, com capacidade para atender cinco pessoas de maneira humana, há uns cinquenta pacientes”, afirmou.

No entanto, ele fez uma ressalva. "Caso não sejam apresentadas soluções, nós vamos fazer o que fazemos há dois anos: entrar com uma ação civil pública para que o governo do estado faça a aquisição de leitos particulares para esses pacientes".

Uma das providências imediatas, ainda de acordo com Mendonça, é a elaboração de um relatório apontando as falhas e as medidas que devem ser adotadas para solução do problema. “Vamos enviar esse relatório para o Ministério Público Estadual e também para o governador Ricardo Coutinho”, acrescentou.
Em nota, o diretor técnico do Hospital de Trauma, Edvan Benevides, a unidade hospitalar vem registrando um aumento no número de atendimentos em torno de 30%, em comparação com o ano passado.

Por isso, o hospital está com todos os leitos ocupados. O diretor explicou ainda que o Trauma procurou o Ministério Público com o objetivo de solucionar o problema. “Enquanto isso, estamos trabalhando na gestão hospitalar. Aumentamos em mais 20 o número de leitos de retaguarda para esta demanda sazonal, aumentamos a equipe médica, estamos renovando os contratos com as cooperativas médicas e melhorando o controle de entrada de pacientes por grau de complexidade, a fim de definir as prioridades de atendimento”, finaliza o diretor técnico.

O presidente do Sindicato dos Médicos da Paraíba, Tarcísio Campos, disse que a situação por que passa o Hospital de Emergência e Trauma é preocupante. “É uma situação preocupante, pois toda a região do Litoral depende dele, além de ser uma referência para o estado”.

Tarcísio Campos disse ainda que há “mil anos” as autoridades de saúde, a exemplo do Sindmed, sugerem soluções para o governo do estado, que, segundo ele, não vêm sendo atendidas. “Uma das soluções que nós apontamos é que a Secretaria Estadual da Saúde dê suporte a hospitais de cidades menores para que pacientes dessas cidades não precisem se deslocar até o Hospital de Trauma, por exemplo", explicou.
Em cidades como Cajazeiras e Patos, só para citar dois exemplos, existem bons hospitais, equipados. O grande problema é que eles são subutilizados. Não adianta apenas construir hospitais. É necessário que se ofereçam condições de funcionamento: colocar enfermeiros, médicos, fisioterapeutas”, finalizou.

PSFs
 
Na quarta-feira (12), o Conselho Regional de Medicina também interditou eticamente sete unidades do Programa Saúde da Família (PSF) , em João Pessoa, por apresentar irregularidades no funcionamento, como paredes com reboco caindo, infiltrações e mofo, segundo o CRM.

De com o órgão, os  postos que sofreram interdição ética ficam nos bairros do Roger, Valentina, Indústrias, Cidade Verde, Geisel, Castelo Branco e na rua das Trincheiras.

O CRM informou ainda, que os usuários do serviço deverão procurar outras unidades para receber atendimento, já que a partir desta quinta-feira (12) os médicos não prestarão mais serviço nos locais interditado.

Fonte: G1 PARAÍBA

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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Médicos aceitam contratos individuais e se mantêm em hospital da Paraíba

Anestesistas receberam nova proposta financeira do Governo do Estado. Escala de plantonistas será entregue na próxima segunda-feira (22).


Reunião aconteceu na sede do Ministério Público em
Campina Grande (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Em audiência com o Ministério Público e direção do Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, os médicos anestesistas aceitaram a adesão a contratos individuais para garantir a manutenção dos procedimentos cirúrgicos na unidade. Na próxima segunda-feira (22), haverá nova reunião entre as partes para confirmar uma escala de plantonistas.

De acordo com a direção do hospital, são necessários no mínimo dois profissionais para que prossiga o andamento das cirurgias emergenciais. São realizados cerca de 800 procedimentos mensais.

“O ideal são seis anestesiologistas, porque temos seis salas cirúrgicas. Se houver diminuição, acabaremos sofrendo com atrasos nas cirurgias eletivas. Ainda hoje eles irão se reunir e nos repassar uma lista para formação da escala até amanhã”, afirmou o diretor técnico do Trauma, Flawber Cruz.

Segundo Carlos Roberto de Souza, presidente da Cooperativa Campinense de Anestesiologistas (Cocan), a solução é emergencial e é preciso oferecer melhores condições de trabalho e realização de concurso. “Precisamos tomar esta decisão imediata, mas também uma medida de longo prazo. Com o valor que estava sendo oferecido, nenhum anestesista iria aceitar trabalhar”, alegou.

De acordo com o Ministério Público, o entendimento foi possível após um acordo quanto às condições salariais. “Estava sendo oferecido no contrato individual pouco mais de R$ 750 e esse valor estava sendo considerado inaceitável pelos médicos, para um plantão de 12 horas. O Estado se comprometeu a pagar R$ 1.250, o mesmo que era pago através da cooperativa. Eles irão se reunir e definir quem irá assumir essa jornada”, disse o promotor Luciano de Almeida Maracajá.

Atualmente, 25 anestesistas trabalham no Hospital de Trauma por meio de contrato do Governo do Estado com a Cocan. Decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) definiu o encerramento do contrato até o dia 23 de outubro. Na segunda-feira (22), a partir de 14h, uma nova audiência entre direção do Trauma, Cocan e Promotoria da Saúde definirá a escala de plantonistas.

Fonte: G1 PARAÍBA

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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Paraíba tem 5.080 casos confirmados de dengue, diz Secretaria de Saúde

Casos duplicados foram retirados do banco de dados. Dos confirmados, 43 são da Febre Hemorrágica da Dengue.


De janeiro até o dia 21 deste mês, a Paraíba já registrou 5.080 casos confirmados de dengue, de acordo com dados do boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) nesta segunda-feira (24). Apesar no número alto, a gerente executiva de Vigilância em Saúde da SES, Talita Tavares, explicou que houve uma qualificação do banco de dados, fazendo com que a quantidade diminuisse. Os casos confirmados de Febre Hemorrágica da Dengue (FHD), por exemplo, diminuiram, desde o último dia 6, de 46 para 43.

“Os dados foram avaliados e qualificados pelo Estado. Em algumas fichas passadas pelos municípios, a mesma pessoa é notificada duas vezes. Nós solicitamos que os municípios retirassem os nomes duplicados”, explicou Talita. Ainda de acordo com a gerente executiva, o último boletim confirmou 4.933 casos de dengue clássica (o anterior registrou 4.827), e 104 com complicação (contra 111 do boletim do dia 6).

Ainda estão em investigação 5.982 casos e 2.176 foram descartados. Neste ano, sete mortes por dengue foram confirmadas, sendo um em Itabaiana, um em Patos, quatro em João Pessoa e um em Bayeux. Outros quatro óbitos estão sendo investigados – três em João Pessoa e um no Conde – e 13 foram descartados para dengue.

Talita Tavares aproveitou a divulgação do boletim para alertar que a dengue é uma doença dinâmica que pode evoluir rapidamente de uma forma para outra e apela para notificação dos casos graves em até 24 horas. “Num quadro de dengue clássica, em dois ou três dias podem surgir sangramentos e sinais de alerta sugestivos de maior gravidade. Daí surge à necessidade da notificação dos casos graves em até 24 horas”, disse. A sinalização destas situações deve ocorrer ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), pelo telefone (83) 8828-2522 (plantão 24 horas).

Ela ainda enfatizou que tem sido observado um padrão sazonal de incidência da dengue coincidente com a proximidade do verão, devido à ocorrência esporádica de chuvas e aumento da temperatura nessa estação. “Isso é mais comum nos núcleos urbanos, onde é maior a quantidade de criadouros naturais ou resultantes da ação do ser humano. Entretanto, a doença pode ocorrer em qualquer localidade desde que exista população humana susceptível, presença do vetor e o vírus seja introduzido”, alerta.

Algumas mortes

A primeira morte por dengue hemorrágica registrada neste ano na Paraíba foi de uma idosa de 64 anos de Itabaiana, no Agreste paraibano, em março. O caso só foi divulgado em abril deste ano. A Secretaria de Saúde do município confirmou que pelos resultados dos exames e do atestado de óbito a mulher foi vítima da dengue tipo 4.

Em abril, uma menina de 7 anos morreu em Patos, a 307km de João Pessoa. Ela deu entrada no Hospital Infantil de Patos no dia 14 de abril e foi internada na área de urgência e emergência da unidade. Segundo o diretor técnico da instituição, Almir Soares Cavalcante, a menina apresentava os sintomas de dor abdominal, vômito, falta de ar e desconforto respiratório. O quadro se agravou na manhã dia 15 de abril, quando ela passou a ter taquicardia e foi encaminhada à UTI Infantil. A menina morreu às 4h do dia 16 de abril. Em João Pessoa foram registrados quatro casos. Sendo um deles o de uma idosa de 97 anos e um outro de um jovem de 19 anos.

Fonte: G1 PARAÍBA

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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Greve dos médicos do PSF de Campina Grande completa 3 meses

Quase 300 mil pessoas utilizam o sistema e estão sem atendimento. TJPB julgou ilegal a greve e determinou volta dos médicos ao trabalho.


Algumas unidades fecham em turnos por falta de
médico (Foto: Rafael Melo/G1)
A greve dos médicos do Programa de Saúde da Família (PSF) de Campina Grande completou três meses esta semana. Ao todo, 50 dos 81 profissionais da saúde cruzaram os braços desde maio para reivindicar que o piso salarial seja igual para todos os trabalhadores, além de melhores condições de trabalho. Na quarta-feira (15), o Tribunal de Justiça da Paraíba julgou ilegal a realização da greve, que afeta mais de 200 mil pessoas.

O Pleno do TJPB informou que a decisão foi tomada porque a categoria dos médicos não observou os requisitos legais para a realização da greve. De acordo com o juiz Francisco Francinaldo Tavares, o Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste da Borborema (Sintab), que representa a classe dos médicos, fez um acordo com a prefeitura municipal e o Ministério Público em que ficou acertado que o sindicato deveria apresentar o  Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) à Câmara de Vereadores e não o fez.

Já o Sintab afirma que elaborou o plano e entregou à Câmara. "Eu saí coletando a assinatura de cada vereador", afirmou a médica Rosângela Toscano, responsável pela negociação. Ela argumentou que tentou negociar com a secretaria de saúde para que as solicitações fossem atendidas. "Porém eles foram protelando a solução para que chegasse o período das eleições, quando nenhum tipo de reforma pode ser feita", reclamou.

A secretária de saúde do município, Marisa Agra, afirmou que a proposta para a classe, atendendo às solicitações do médico, está pronta, mas que somente poderá ser aplicada após a realização das eleições. A decisão do TJPB de tratar como ilegal a greve obriga que os médicos voltem a trabalhar em 24 horas. O Sintab informou que ainda não foi notificado oficialmente e que atendeu ao efetivo mínimo de 30% de servidores trabalhando.

Em meio a essa discussão, os usuários do sistema sofrem com a paralisação dos atendimentos. Segundo a comissão de atenção básica à saúde da família, 281 mil pessoas estão cadastradas no sistema do PSF. São 94 equipes com médico, enfermeiro, técnico em enfermagem, odontólogo, assistente bucal e assistente social. 60 médicos são efetivos, contratados através de concurso e 21 são contratados temporariamente. Desse total, todos os contratados e dez dos 60 efetivos estão trabalhando.

A coordenadora do PSF, Joelma Fernandes, explicou que o serviço prestado nas unidades é o de prevenção, tratamento, reabilitação e encaminhamento aos hospitais dos casos mais complexos. De acordo com ela, apenas 12% dos pacientes que vão ao PSF precisam ser encaminhadas para hospitais e a grande maioria tem os problemas de saúde solucionados na própria unidade. "É um trabalho de acompanhamento da família mais próximo das pessoas", definiu.

O G1 visitou algumas dessas unidades e constatou que a maioria está sem médicos e que algumas até estão fechadas. Os atendimentos são realizados pela manhã e à tarde, das 7h às 11h e das 13h às 17h. Algumas unidades funcionam com as equipes de enfermeiros apenas. Outras têm médicos em apenas um dos turnos e uma delas até estava fechada no período da tarde.

Moradores não procuram atendimento porque já
sabem que não há médico (Foto: Rafael Melo/G1)
A Unidade Básica de Saúde da Família Dr. Ricardo Amorim, no bairro de bodocongó, tem dois médicos, um pela manhã e outro à tarde. Como um está em greve e outro não, quem procura atendimento encontra somente no período da tarde e pela manhã as equipes que ajudam no trabalho do médico ficam trabalhando administrativamente porque os pacientes não vão ao local. As cadeiras ficam totalmente vazias pois não há médico.

Uma unidade localizada na Avenida Floriano Peixoto, nas Malvinas, é responsável por atender a três bairros, mas está sem médico desde o início da greve. A aposentada Lídia Dias sofre de diabetes e pressão alta e disse que faz a aplicação de insulina em casa mesmo. "Além disso, tem um posto próximo a minha casa e eu já venho para cá porque, como aqui é maior, poderia ter médico, mas não tem. Já até perdi alguns exames porque não tinha a quem mostrar", disse.

A unidade do bairro da Ramadinha, UBSF DR. Hindenburgo Nunes, é uma das poucas que tem médico trabalhando nos dois turnos. O médico Antônio Carlos disse que está realizando os atendimentos por motivos particulares e por consideração à população. "Mas eu apoio a proposta da greve porque a Paraíba é um dos estados que pior pagam os médicos", revelou. O aposentado José Felipe, de 71 anos, falou que mora em outro bairro, mas que vai até o local para receber o atendimento. "Eu tenho problemas reumatológicos e já é a segunda vez que sou atendido desde que passei a vir para cá", disse.

A também aposentada Helena Aragão está na mesma situação. Ela mora no Conjunto Severino Cabral e precisa ir até o bairro da Ramadinha. "Mesmo assim já tive que fazer vários exames particulares", reclamou. Apesar de ter atendimento, como muita gente procura pelo médico na unidade, a aposentada Iracy dos Santos reclamou da unidade. "Hoje eu cheguei aqui às 4h, fiquei do lado de fora e vi ser atendida de 11h30. Minha pressão até subiu", disse.

A greve

A categoria reivindicava a elaboração do PCCR. O Sintab afirma que o plano foi feito neste ano, mas que a prefeitura do município dividiu a categoria dos médicos em duas classes. Segundo o Sintab, as classes têm pisos salarias diferentes, que podem chegar a R$ 700 de diferenciação. Os médicos que querem que o piso seja igual para todos. Além da isonomia, que é a igualdade de salários, os médicos também pedem melhores condições de trabalho. "Existem diversas unidades caindo aos pedaços. Quem quiser comprovar é só ir aos postos das periferias", denunciou Rosângela Toscano.

Ainda conforme o Sintab, além da diferenciação nos salários, que chega a R$ 700, os profissionais médicos também cobram o descongelamento de uma gratificação que não recebe aumento há mais de três anos, e também cobram a realização de concurso público para que a categoria seja mais valorizada pelo município.

Fonte: G1 PARAÍBA

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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Governo federal libera R$ 2 milhões para hospitais universitários na PB

Repasse do recurso federal será feito pelo Programa de Reestruturação. UFPB e UFCG serão beneficiadas com o benefício do Ministério da Saúde. 


O Ministério da Saúde autorizou a liberação de R$ 2,8 milhões para os dois hospitais universitários federais localizados na Paraíba. No total, o ministro Alexandre Padilha autorizou a liberação de mais de R$ 100 milhões para vinte estados. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (6). No domingo (1º) o programa Fantástico, da Rede Globo, exibiu uma matéria sobre a situação precária do hospitais universitários públicos no Brasil. As unidades sofriam com a falta de infraestrutura e medicamentos.

De acordo com a portaria, para o Lauro Wanderley, localizado na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), será entregue R$ 1, 6 milhões. Já o Alcides Carneiro, na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), vai receber R$ 1,2 milhões.

O repasse de recursos será feito pelo Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (REHUF), que dispõe sobre o financiamento compartilhado dos hospitais entre as áreas da educação e da saúde. O programa foi instituído em janeiro de 2010 e essa será a primeira parcela do pagamento referente a este ano. 

Situação do Hospital Universitário da UFPB

A TV Cabo Branco exibiu uma matéria na segunda-feira (2) que mostrou a situação atual do Hospital Universitário Lauro Wanderley, na Universidade Federal da Paraíba. A reportagem constatou a falta de profissionais e equipamentos. Cerca de 4 mil pessoas são atendidas por dia no HU.

A pediatria estava fechada por falta de médicos. Já na obstetrícia, dermatologia e anestesia.
a situação também era precária. Nos últimos seis meses, mais de 70 médicos se aposentaram. O déficit de enfermeiros já passa dos 200.

O HU também funciona como hospital escola para mais de 500 alunos de medicina, mas a falta de equipamentos está prejudicando as aulas. “A nossa prática fica prejudicada porque a gente não tem condições de fazer como deveria ser feito” , disse Laise Maia estudante de medicina.

Um equipamento de tomografia, um outro de ressonância magnética e dois de raio x estão encaixotados nos corredores do hospital. O orçamento para instalação foi autorizado, mas o projeto estrutural da sala onde os equipamentos vão ficar não está pronto. De acordo com superintendente do HU, João Batista, não há data prevista para a instalação dos equipamentos. Já sobre a pediatria fechada, ele disse que a contratação de concursados e convênios com a prefeitura de João Pessoa e com o governo estadual vão permitir a reabertura nos próximos dias.

Fonte: G1 PARAÍBA

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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Cruz Vermelha vence edital e segue na administração de hospital na PB

De acordo com o edital, o contrato de gestão do Trauma será de dois anos. Resultado foi divulgado pela Secretaria de Saúde na sexta-feira. 


A entidade Cruz Vermelha Brasileira vai continuar na administração do Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, após vencer o processo licitatório feito este mês. O resultado foi divulgado na sexta-feira (22) pela Secretaria de Saúde da Paraíba. De acordo com o edital da concorrência pública, o contrato de gestão do Trauma terá duração de dois anos.

A Cruz Vermelha disputou com a Associação Global Soluções e as duas organizações sociais apresentaram os planos de trabalho para administração da unidade hospitalar.

O processo de seleção teve início no dia 8 de junho, quando as três organizações sociais inscritas, a Cruz Vermelha, a Associação Global Soluções e a Ação MedVida, foram consideradas inabilitadas por conta de problemas em documentos.

Em uma nova seleção, a Ação MedVida não participou, pois segundo, a Comissão Permanente de Licitação (CPL), continuava com débitos previdenciários. A Cruz Vermelha e a Global Soluções corrigiram as pendências que haviam ficado na última sessão.

No dia 1º de junho, o juiz Alexandre Roque Pinto, da 5ª Vara do Trabalho de João Pessoa, julgou procedente uma ação do Ministério Público do Trabalho (MPT) contra a terceirização do Trauma. O magistrado decidiu declarar nulo o contrato de gestão celebrado entre o Estado e a Cruz Vermelha, bem como todos os seus aditivos e renovações, determinando que ele fosse desfeito sob pena de multa diária de R$ 50 mil.

Anterior a essa sentença, há uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que autoriza o governo a manter contratos de gestão pactuada. O MPT da Paraíba entrou com agravo para tentar derrubar essa liminar.

Fonte: G1 PARAÍBA

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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Saúde - Radialista Michele Marques passa mal e é levada às pressas para a UPA de Guarabira

A radialista guarabiense, Michele Marques foi levada às pressas para a Unidade de Pronto Atendimento de Guarabira, no início da manhã do último sábado (10). Ela queixava-se de fortes dores abdominais.

A radialista é funcionária da rádio Paraíba FM de João Pessoa, onde apresenta o jornalístico matinal ‘Paraíba agora’, de segunda a sexta-feira. E, no final de semana retorna a Guarabira, onde reside, e ainda apresenta o jornal ‘panorama de notícias’ também pela manhã, na rádio Constelação FM.

O radiofônico foi apresentado pelo radialista Zé Roberto, que sempre vem lhe sucedendo em seus impedimentos.

Em contato telefônico que mantive com Michele. Ela disse que, no dia anterior 'extrapolou' na alimentação ‘pesada’, inclusive queixa-se de dois cachorros-quentes que comeu por último, o que segundo a mesma suspeita ter sido a causa do mal-estar que passou a sentir.

De acordo com a radialista - ela ficou em observação naquela unidade de urgência e emergência até às 9h30 da manhã, quando recebeu alta. Michele ainda ressaltou acerca da excelência no atendimento que recebeu pelos profissionais da UPA, e conforme a mesma, este deverá um dos principais assuntos que irá tocar em seu programa, no próximo sábado, na Constelação FM.
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